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domingo, 23 de outubro de 2011

Soneto primeiro

Lembro-me como se fosse à primeira vez
Você, ali a sorri alegremente.
Esfreguei os olhos recuperando a lucidez
Mas era real, você ali a me fazer contente.

Lembro-me do seu olhar
Do amor que bateu em meu coração.
Tendo a presença de um belo luar
Que me fez escrever essa canção.

Meus versos não são palavras ricas
Ficam guardadas num pedaço de papel.
Palavras que também não são infinitas
Mas quando leio, sinto sua ternura me levando ao céu.

Quando você vem me abraçar
Um sorriso surge em meu semblante.
Mas meu coração não pode se calar
Falando dos bons momentos de antigamente.

Não consegui me expressar
Falei pouco, destrambelhado gaguejei.
Nada daquilo era um sonhar
Realmente aconteceu, eu lhe beijei.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Se te comparo a um dia de verão...



"Se te comparo a um dia de verão
és por certo mais bela e mais serena.
O vento espalha as flores pelo chão
e a demora do estio é bem pequena.

Às vezes brilha o sol em demasia
outras vezes desmaia com frieza.
O que é belo declina num só dia,
na eterna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
esse encanto que tens não perderás
nem chegarás da morte ao triste inverno.

Nestas linhas, com o tempo, crescerás,
e enquanto sobre a terra houver um ser
meus versos, vivos, te farão viver."


Soneto XVIII - William Shakespeare