segunda-feira, 14 de março de 2011

O Fermento

Parábolas do Reino - O Fermento

Evangelho de São Mateus 13, 33.
Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa.

-Palavra da Salvação.
-Glória a vós, Senhor.

Jesus nos quer passar com essa parábola que todos nós devemos ser como fermento, para enchermos da Palavra de Deus toda a massa, ou seja, evangelizar a toda humanidade.
Mas, se lermos com atenção, Jesus diz que uma mulher separa três porções de farinha para depois acrescentar o fermento. Ele escolhe cada um de nós, Ele nos separa, para poder acrescentar a fermento em nossas vidas, o Evangelho em nossos corações.
Isso não acontece de uma hora para outra. Todo esse processo de crescimento leva um tempo, assim como o pão leva um tempo para crescer. Como nós podemos nos encher de Jesus, da Sua Palavra tão sábia? Ouvindo e lendo a Bíblia, rezando o terço, indo a Santa Missa, nos confessando, tomando a Comunhão, fazendo o bem ao nosso próximo, etc. A Quaresma é uma ótima oportunidade de fazermos isso, de pedirmos e darmos o perdão. Tempo de Graça em que as portas do Céu estão todas abertas a um coração arrependido. Tempo de conversão.
Para todo esse fermento misturado a farinha se tornar um belo pão, um delicioso bolo, o que ainda falta? O forno.
Sem o forno não se faz o pão. O que seria o forno? O forno é o Espírito Santo de Deus em nossas vidas. E também existe o fogo. Nós precisamos passar por esse processo de ficar no forno, e muitas vezes esse forno tem tristezas, tribulações, problemas, as provações e as perseguições, mas isso tudo é um preparação para podermos alcançar o Reino de Deus, para nos enchermos desse fermento que é Cristo, para nos tornarmos um belo pão feito por Deus.

Que Deus vos abençoe.
Amém.

terça-feira, 1 de março de 2011

Um minuto para o fim do mundo


Se os ponteiros do relógio marcassem “UM MINUTO PARA O FIM DO MUNDO”, o que você faria nesse tempo? Uma volta do ponteiro. Apenas sessenta segundos.

Deixe o seu comentário dizendo o que você faria nesse tempo!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sobre eu e você

Seus olhos brilham mais que as estrelas do céu.
Os seus lábios tem o doce sabor do mais puro mel.
Você foi o meu passado, agora é presente.
Mas espero estar contigo no futuro novamente.

Sua beleza irradiante me fascina.
Sua meiguice, alegre encanto de menina.
Seu sorriso faz o Sol nascer mais cedo.
Ficar sem você me faz sentir medo.

Meu sangue pulsa veloz com o seu amor.
Meu corpo estremece com o seu calor.
A luz vem trazendo logo a alvorada.
Assim como um todo acorda, a fauna e a flora.

Quero ficar com você para sempre.
Agradeço a Deus pelo meu belo presente.
Amo-te com todo o meu coração.
Que explode em mim como a mais rara paixão.

Por enquanto permaneço calado.
Mas logo direi que estou apaixonado.
Penso, logo existo.
Do nosso amor jamais desisto.

Posso me machucar, o ar pode faltar.
Mas serei uma rocha enfrentando o mar.
Tenho consciência disso, uso a razão.
Mas principalmente ouso a voz do meu coração.



Autor: Pedro Cesar Zanon

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Real em Mim



Mesmo que eu quisesse negar
Ainda que tentasse esconder
O seu amor, Senhor
Se fez real em mim
Não quero e nem posso isso mudar
Nao esqueço o que fez por mim
Entregando sua vida em meu lugar
Nunca ninguem, Senhor
Me amou de modo assim
Eu descobri ao seu lado é meu lugar

É por isso que não calo a minha voz
É por isso que eu canto essa canção
E te faço aqui juras de amor

É por isso que não calo a minha voz
É por isso que eu canto essa canção
E te faço aqui juras de amor

Pois, bem antes conquistou meu coração


Real em Mim - Rosa de Saron

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Conto "E eu... de você"


Estávamos ali deitados na grama, debaixo de uma árvore que fazia uma sombra agradabilíssima. Ela estava deitada com as costas na grama, e eu ao seu lado, de “barriga para baixo”.
Olhei profundamente para os seus olhos serenos, e ela me devolveu o mesmo olhar. Ficamos ali parados sem proferir palavra um ao outro. O silêncio foi interrompido pelo som das nossas batidas cardíacas e da nossa respiração, cada vez mais acelerada. Seu semblante era calmo. Um rosto lindo que mais parecia ser uma bela pintura.
-Você é tão... Linda... Serena... E...! – Exclamei meio grogue e meio entorpecido pela sua beleza. Foi só o que consegui dizer. Mais nada.
Aproximei meu rosto sobre o seu, lentamente, e olhando diretamente para seus olhos. Vi uma expressão surgir, algo alegre e espontânea e ao mesmo tempo, nervosa. Nossos lábios estavam a uns dois centímetros de distância quando parei a aproximação. Ficamos assim, ouvindo a respiração um do outro. Olhei seus lábios, olhos, lábios, olhos e então nos beijamos.
Não foi um desses beijos de cinema, mas foi um desses “primeiros beijos” românticos, calmo, sentindo e apreciando o momento. Um sentimento e uma química infinita pairaram no ar.
Paramos. Recebi um sorriso meigo e sincero, senti-me como se o tempo tivesse parado por alguns segundos. Nada daquilo era sonho, era real. O silencio tomou conta novamente, exceto pelos cantos afinados dos pássaros. Beijei-a novamente. Ardente e romântico.
Afastamos e nos pusemos sentados na grama, frente a frente, e a única coisa que consegui dizer naquele momento foi: - “Acho que gosto de você de verdade, de todo o meu coração”. Recebi como resposta o seguinte: -“E eu... de você, de todo o meu coração”. Dois sorrisos apareceram e o cântico alegre de nossos corações também.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O homem invisível


Em meio a todo esse barulho sua voz se cala. Em meio a toda balburdia da agitação das pessoas, é apenas um ponto imóvel. Será um sonho ou realidade? Será isso um passado que não se lembra, ou um futuro que ainda não viveu? Algo material ou apenas pensamentos de certo alguém que não conhece?
As horas e os minutos são meros detalhes de um momento onde o tempo é irreconhecível. As datas riscadas no calendário são meros enfeites de momentos que não sabe quando vivenciou.
Ele sente medo, medo...
Sobe à extensa e larga avenida. Não sabe onde está. O cinza do asfalto contrasta com o belo verde das árvores que cobrem a rua. O azul do céu é apenas um detalhe, um risco que traspassa por dentre os galhos mais altos das árvores.
As pessoas passam. Ele passa. Ninguém o nota. Carros, pessoas, ônibus, arranha céus, casas. Tudo roda a sua volta. Novamente ninguém o nota. Será invisível perante todos?
Fecha os olhos e se concentra, tenta buscar no mais profundo de suas lembranças algo que o possa fazer voltar, quem sabe o fazer acordar desse, talvez, pesadelo. Remotamente, flashes passam diante de seus olhos em pouquíssimo tempo. O suficiente.
Biiiii...
Desperta. Um sonho que parecia em lapso da realidade de muitos. Olha ao seu redor e se sente feliz ao saber onde está. Se sente feliz ao reconhecer algumas pessoas, em reconhecer à larga e extensa avenida curitibana. Ufa!
Quem já não se sentiu como ele, invisível perante os olhos do mundo, um mundo que a cada dia tem mais pressa, tornando as horas do relógio insuficientes, as pessoas tornando-se cada vez mais invisíveis.
A única certeza que ele tem, é que não é invisível aos olhos de uma Pessoa.